30 de mai. de 2010

Mensagem para os namorados e os que procuram um amor.



Onde o amor nao se contenta e nem se limita ao infinito


Nas entrelinhas da vida, as respostas que buscamos no presenteGeralmente são escritas e passam despercebidas pra gente...
Enquanto nossos olhos se preocupam com o que todo mundo vê,
O melhor de tudo está registrado nos detalhes, no imperceptível.
Do lindo sorriso que uma criança abre pra nós sem um visível ‘porquê’
Até o fato de que quem nos faz sofrer, muitas vezes,é inesquecível...
Como se pode ver, as duas extremidades não possuem explicação,
Pelo menos não pelo que lembramos de ter vivido até então...
Mas quando encontramos alguém que participou como coadjuvante
de nossas vidas e resolvemos dar-lhe um pouco mais de atenção,
descobrimos que nossas respostas não estavam tão distantes...
Mas sim diante de nós, que usávamos os olhos ao invés do coração
Ao decidir quem iríamos privilegiar...
Papo vai,papo vem,até que se descobre que há em comum uma lembrança...
Revelações são feitas e as peças começam a se encaixar.
Aos poucos descobre-se que,na verdade,o sorriso da criança
Nada mais era do que um mínimo de amor a nos abençoar,
Já que uma criança não é artificial em nenhum sentimento.
Justamente naquele dia,em que tudo parecia imperfeito,
A luz emana para nós,mesmo que por apenas um momento,
Fazendo bater aquela sensação gostosa,que toca dentro do peito...
Ainda sem todas as respostas,o diálogo continua...
Enquanto nossos olhos começam a enxergar a verdadeira beleza da pessoa,
Os minutos vão passando.o sol vai dando lentamente lugar a lua,
Ao passo que o prazer da companhia conduz o tempo numa boa...
A mesma “coadjuvante” deixa de ser “coadjuvante”
E suas palavras passam a tocar mais profundamente...
Logo se descobre uma situação em comum,o que,por um instante,
Deixa ambos inertes e se observando concentradamente.
De repente tudo vai começando a ficar escuro,escuro e mais escuro...
Os lábios se tocam e nada mais precisa ser dito...
Nasce um novo caminho,uma nova vida,o primeiro passo de um novo futuro.
Onde o amor não se contenta e nem se limita ao infinito...

28 de mai. de 2010

Erros de Einstein


Em 1905, Albert Einstein não publicou apenas a sua Teoria da Relatividade Restrita.

Em um artigo que já bastaria para tê-lo colocado na história da física, ele estudou o chamado movimento Browniano, afirmando ser impossível observar a velocidade instantânea de partículas muito pequenas porque elas se agitam e vibram o tempo todo.

Mas uma equipe de cientistas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, afirma ter provado que Einstein estava errado nessa afirmação - não em sua teoria, mas em sua afirmação de que o experimento não poderia ser realizado.

Aparentemente, Einstein era melhor físico do que profeta.

Medição do movimento Browniano

"Esta é a primeira observação da velocidade instantânea de uma partícula Browniana," afirma Mark Raizen, coordenador da equipe. "Era uma previsão de Einstein que se manteve sem verificação por 100 anos. Ele propôs um teste para observar a velocidade em 1907, mas afirmou que o experimento não poderia ser realizado."

Certamente isso era verdade em 1907. Vale lembrar que as suas teorias já eram inovadoras e bem fundamentadas o bastante para fazer com que os físicos aceitassem definitivamente a existência de átomos e moléculas, algo extremamente controverso na época.

Se propor que essas partículas poderiam ser observadas diretamente no futuro já poderia ser considerado algo próximo a uma alucinação - os céticos da época eram muito tenazes em suas oposições - Einstein teria sido definitivamente internado em um sanatório se tivesse dito que partículas de vidro um dia poderiam ser presas e suspensas no ar por pinças ópticas.

Mas foi justamente isso o que os pesquisadores fizeram agora.

Levitação de partículas

Medição de partículas brownianas revela erro de Einstein
Configuração do experimento que permitiu a medição do movimento browniano de uma partícula. [Imagem: Li et al./Science]

Usando dois feixes de laser para segurar as partículas no ar, os cientistas usaram uma placa - um transdutor - para gerar vibrações ultrassônicas e sacudi-las de forma aleatória e em alta velocidade, simulando a vibração das moléculas.

O ar é um meio menos denso do que um líquido, o que torna as colisões entre as partículas menos frequentes e, portanto, suas variações de direção demoram mais para ocorrer.

Isso permitiu que as variações impostas pelo movimento da partícula na luz do laser pudessem ser medidas com precisão a cada 5 microssegundos.

Teorema da Equipartição

As medições foram suficientes para demonstrar que o chamado Teorema da Equipartição permanece válido para a previsão do movimento browniano de uma partícula. Este teorema é um dos fundamentos básicos da chamada mecânica estatística.

Em seu trabalho de 1907, Einstein previu que a energia cinética de uma partícula é proporcional à temperatura do seu meio - o Teorema da Equipartição - e não de sua massa ou tamanho.

Foi a verificação experimental dessa ideia que ele afirmou ser "impossível", porque o número imenso de colisões que as partículas brownianas sofrem faz com que sua direção e velocidade mudem rápido demais.

Novos problemas e novas soluções

Os cientistas afirmam que o experimento abre o caminho para que as partículas em movimento possam ser levadas até próximo ao seu estado quântico, que poderá ser observado diretamente.

"Nós agora observamos a velocidade instantânea de uma partícula Browniana," diz Raizen. "Em certo sentido, estamos fechando uma porta sobre esse problema na física. Mas nós estamos de fato abrindo uma outra porta muito mais larga para futuros testes do Teorema da Equipartição em nível quântico."

O cientista acredita que, no nível quântico, o Teorema da Equipartição falhará, levando a novos problemas e à busca de outras soluções para a mecânica quântica das partículas muito pequenas, mas compostas de muitos átomos.

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